terça-feira, 28 de junho de 2011

O Jornal


Criança sobrevive a salvamento dramático na China

Um incidente inacreditável aconteceu em Pequim, na China, na última quarta-feira. Uma criança caiu de uma varanda do oitavo andar de um prédio e milagrosamente ficou presa entre a parede do edifício e um aparelho de ar condicionado no sétimo andar. O menino, de três anos, não teve sua identidade divulgada. A criança teria sido deixada em casa sozinha pelos pais.

O resgate dramático foi feito pelos vizinhos, que foram alertados pelos gritos do garoto. Eles chamaram a polícia, mas ficaram com medo de não haver tempo suficiente, já que o menino estava escorregando. Então resolveram agir imediatamente.

ISSO FOI IMPRESSIONANTE NÉ GENTE!
pra ver como não era a hora do garoto.
 Milena
Americanos esperam 61 anos pela legalização do casamento gay em Nova Iorque

Richard Adrian Dorr (esq), de 84 anos, e John Mace, de 91, estão juntos há 61 anos e esperam a legalização do casamento entre homossexuais para se casarem em Nova Iorque.

Eles já receberam convites para realizarem o casamento em outros estados americanos, nos quais a união homoafetiva já é legalizada, mas preferiram esperar. Eles moram na cidade desde a década de 40 e não pretendem sair de lá.

"Somos novaiorquinos e, depois de 61 anos de união, sentimos que temos o direito de ser casados, em Nova Iorque. Já está na hora, não?", disse Dorr, em uma conversa com a ONG america Freedom to Marry.

Os dois são professores canto e se conheceram em 1948 na escola de artes Juilliard, em Nova Iorque. Ambos garantiram que foi amor à primeira vista e que, desde que estão juntos, tiveram pouquíssimas brigas. Dorr revelou o segredo do relacionamento duradouro: “Nunca vá dormir brigado”!

A lei para o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi aprovada na Assembleia do Estado de Nova Iorque. Dorr e Mace aguardam apenas a aprovação do Senado de Nova Iorque.

Boa sorte ao casal!

domingo, 19 de junho de 2011


«Valorizamos a felicidade por si mesma e não apenas por ser instrumental. Mas o próprio conceito de felicidade esconde algumas armadilhas. Uma concepção subjectivista da felicidade considera que na felicidade só conta o que uma pessoa sente, interiormente, sendo irrelevante a origem do que a faz sentir-se feliz. Isto é implausível, porque, a ser verdadeira, significaria que seria para nós irrelevante se a fonte da nossa felicidade é a realidade ou uma fantasia. Mas isto não é irrelevante para nós: se uma fonte importante da minha felicidade é a amizade dos meus amigos, é para mim muitíssimo relevante se a amizade deles é genuína ou fingida.
Outra concepção implausível da felicidade é crer que se trata de algo que podemos fazer. Pelo contrário, a felicidade é algo que resulta de muitas actividades a que nos dedicamos, mas não é em si algo que possamos fazer. Porque não é algo que possamos fazer, é também implausível uma terceira ideia comum sobre a felicidade: que é algo que se pode obter fazendo algo momentoso especial, findo o qual ficamos felizes – mais ou menos como alguém que, depois de muito esforço, ganha uma medalha. (…)
A felicidade é um valor fundamental para todos nós, mas não se pode ser feliz visando a felicidade. É-se feliz cultivando-se actividades de valor e alargando a compreensão dos nossos talentos e limites. É-se feliz acrescentando valor ao mundo e apreciando o valor que encontramos no mundo. Mas isto não se faz senão fazendo coisas muito diversas – essas coisas banais que todos fazemos todos os dias e que incluem ser médico e curar pessoas, ou ser escritor e contar histórias, ou ser pai, mãe, filho ou amante carinhoso, ou cozinheiro de talento, ou professor paciente. Entregarmo-nos a actividades de valor é uma condição necessária para a nossa felicidade e há muitas actividades de valor. A verdadeira dificuldade é evitar atribuir valor ao que o não tem e não dar suficiente valor ao que o tem. Mas isso é algo que só aprendemos com a experiência, a reflexão e o estudo. Não há receitas mágicas.
Outra ilusão a evitar quando se reflecte sobre a felicidade é esquecermo-nos de quem realmente somos: mamíferos com certas peculiaridades, e ao mesmo tempo seres cognitivamente sofisticados. Nem deuses, nem bestas – mas um pouco de ambos, num certo sentido. Isto significa que vidas que privilegiem apenas as nossas preferências de mamíferos – a alimentação e o sexo, por exemplo – ou que privilegiem as nossas preferências cognitivas – o estudo e o conhecimento – terão poucas probabilidades de serem realmente compensadoras. Os seres humanos são tão incapazes de uma vida realizada vivendo como porcos como são vivendo como deuses. Daqui conclui-se que a ânsia de imortalidade, que está provavelmente no cerne do impulso religioso de algumas pessoas, pode ser uma tremenda ilusão: sendo nos o que somos – e somos seres intrinsecamente temporais – uma existência sem fim ou atemporal poderá parecer uma promessa paradisíaca, mas é bem mais razoável crer que será, na verdade, diabólica.
Precisamos de ser judiciosos na descoberta do valor, e isto implica dar uma grande atenção à realidade do que somos. Mas como sabemos o que é a realidade? Não será tudo mera aparência?»
Desidério Murcho, A Filosofia em Directo (Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011) 61-2.

sexta-feira, 17 de junho de 2011